Trabalho enganado

Após destruir o templo de Shar, o grupo estava cansado porém ainda precisava ir atrás dos clérigos malignos, que se passavam por religiosos de Mystra. Foi quando Zar, o paladino de Tyr surge. Seus superiores lhes deram a missão de descobrir o paradeiro deste grupo e, com sua ajuda, encontrar e fazer justiça contra os malignos clérigos de Shar.

Resolveram seguir o quanto antes, e Ragnarok logo tomou a dianteira, se distanciando do grupo, fazendo o trabalho de batedor para alertar o grupo o quanto antes. Foi quando avistou um templo desconhecido, onde um humano e um gnomo conversavam e comiam.

O grupo fez contato com os dois, e logo descobriram que eram comerciantes, com um detalhe estranho: um sempre continuava a fala do outro, como se fosse uma mente só. Shiro se entreteu com eles, aproveitando da amigavel conversa e da comida suculenta.

No outro dia, decidiram seguir viagem, quando os dois comerciantes comentaram de um templo maligno ali perto. Zar prontamente decidiu seguir em direção ao templo, mesmo desconfiado dos comerciantes, acompanhado pelo grupo.

Chegaram na frente do templo, e logo em frente tinha um vão, com uma ponte sem corrimão. Shiro desce o buraco e descobre que lá em baixo existem várias pontas de lança apontadas para cima, mostrando que a queda ali seria fatal. Shiro então sobe devolta e dá uma ponta da corda para Zar, e atravessa a ponte com a outra corda. Foi quando flechas são disparadas, acertando Shiro.

Percebendo o ataque, o grupo se prepara para atravessar a ponte o quanto antes e acabar com os atacantes, porém o medo de atravessar a ponte era grande e o grupo se atrapalhou. Shiro, já do outro lado, correu para o ataque, seguido por seus amigos um a um.

Longe do grupo, Shiro, agora em um corredor distante, entrou em uma fumaça, sendo ferido gravemente por uma lança pelas costas. O combate acontece, e o grupo consegue vencer seus inimigos. Foi quando Shiro, agora curado, descobre uma passagem secreta cheia de coisas. Os comerciantes que desapareceram durante o combate conta a verdade: disseram que eram seus bens e que esse grupo tinha tomado o templo, impedindo-os de conseguir seus bens de volta. Não felizes com a resposta e com a enganação, metade do grupo decide não devolver as mercadorias sem um pagamento. A outra metade decide devolver, sem necessidade de pagamento. Shiro, no meio desse papo, recolhe algumas gemas escondidas, e depois divide entre seus amigos.

Os comerciantes se vão e os aventureiros resolvem dormir no templo. Os itens mágicos encontrados com a clériga de Shar e o “guerreiro caipira” mortos não puderam ser identificados, pois não há pérolas para serem usadas como componente.

Na manhã seguinte, o Círculo segue viagem até o pântano vasto. O mapa indicava um local chamado “cajado da caveira” que os heróis pensam ter alcançado quando encontram um gigantesco tronco de árvore, totalmente adornado por crânios de diversos tipos de criatura, dentre as quais humanos. É a primeira vez que os companheiros podem ver um olhar de raiva no rosto de Cassandra, que começa a agredir o nefasto monumento com seu mangual.

Cassandra havia desferido apenas dois golpes quando, do lago que margeava o local, e das árvores vizinhas, emergem quase duas dezenas da homens-lagarto, que atacam o grupo com táticas claramente não letais. Aqueles heróis que não são presos nas redes lançadas, ou que não sucumbem ao veneno paralizante dos dardos utilizados, são espancados até a inconsciência. Os homens-lagarto, então, montam algumas macas com galhos e cipós e, prontamente, carregam todo o grupo, amarrados, para dentro da floresta.

XP após essa sessão:

Personagem Total de XP atual

Cassandra    6050
Gibbur         5185
Firtam          5860
Phillip          6065
Ragnarok     6190
Schalafra     6050
Shiro           6065
Amber         5185
Zar              4620

Morte e decepção

Schalafra descobre que o clérigo Tunaster não está mais na Taverna do Cão Caolho, na cidade de Wheloon. Sem conseguir maiores informações, resolve retornar ao templo de Mystra.

Fiona e Tordek são alvo fácil para os clérigos e guardas das partes interiores do templo e, após um rápido combate, são aprisionados e amordaçados em uma latrina.

Cassandra, fora do templo e decidida a abandonar a missão pelo comportamento de seus companheiros, lembra que a maiga “invisibilidade” (utilizada em combate pelos supostos clérigos de Mystra) não é uma magia que Mystra ofereça para suas adoradores. Alguma coisa estava muito errada. Schalafra chega à mesma conclusão e, assim, resolvem investigar o Templo de forma aberta.

Combates são inevitáveis dessa vez e o Círculo, com a vantagem da surpresa, vence-os. Fiona e Tordek são encontrados e libertados.

Vencidos os obstáculos da parte superior do templo, cansados e com poucos recursos mágicos, os heróis tomam a decisão de descansar no hall principal. Alguns lançam-se às camas do alojamento dos guardas, enquanto os demais discutem se a decisão teria sido correta. Apenas Ragnarok decide sair do templo, como sempre faz, e dormir (embora ninguém jamais o tenha visto dormindo) na mata.

O Círculo (com exceção de Ragnarok) é atacado por uma massiva força do templo, incluindo vários guardas (alguns deles envoltos em sombras) e um elemental escuro da terra. Fiona e Tordek morrem em combate. Os demais são derrotados e, por milagre, não morrem (foi a maior sequência de bons rolls de estabilização que eu já vi).

Ragnarok, ao tentar retornar ao templo e perceber que seus companheiros não estavam mais lá, começa a procurar alguma outra forma de entrar no templo. Ele encontra uma caverna de entrada na margem do próprio rio. Após enfrentar e derrotar dois dos guardas envoltos em sombras, encontra em duas celas os seus companheiros, inconscientes, além de em humano e um halfling desconhecidos. Ragnarok, então, cura um dos clérigos e, assim, todos os heróis voltam à consciência. O humano e halfling (que se apresentam como Gibbur e Amber) também são soltos. Fiona e Tordek não estão lá. Todos os companheiros saem do templo pela entrada do rio e passam dois dias descansando na mata. Os ladinos do grupo “conseguem” algum equipamento na cidade de Wheloon. Ragnarok percebe, à noite, que um barco deixa o templo, pela entrada do rio, e atravessa para o outro lado.

Descansados e reequipados (na medida do possível), os heróis entram novamente no templo, apenas para descobrir que ele fora evacuado. Eles encontram os corpos sem cabeça de Fiona e Tordek, bem como de outras pessoas (seriam as pessoas desaparecidas?). Em outra sala encontram algumas cabeças colocadas na parede (como troféus) e as cabeças de Fiona e Tordek, ainda não “processadas”. Em uma das paredes do templo, o Círculo encontra o que parece seu o símbolo da deusa Shar.

Os aventureiros encontram, também, um mapa, que aponta instruções de como seguir para um local denominado “lost refuge”, no Pântano Vasto. Encontram também uma nota assinada por alguém chamado “Arthas” solicitando que Shan Tar comece a “forçar a confiança sagrada de Mystra”. Na sala dos corpos encontram, ainda, uma lista com alguns nomes, dentre os quais está o de Amnic Basult, o livreiro desaparecido. 

Com o templo abandonado, sem seu equipamento e seus esforços frustrados, os hoeróis decidem seguir imediatamente para leste, através das instruções do mapa. Gibbur e Amber informar que foram também ludibriados pelos “clérigos de Mystra” e se unem ao grupo.

Por Marco

 

 

 

O círculo dos oito

Schalafra e Phillip vieram da região de Harrowdale, sob ordens do alto clérigo de Mystra daquela região. Deveriam encontrar alguém chamado Tunaster, na cidade de Wheloon – Cormyr.

Cassandra, Shiro e Tordek vieram de Arabel, sob ordens de Roan Whiteblade (alto clérigo de Lathander em Arabel) e Simon Dawnbringer. Deveriam investigar alguns desaparecimentos que vinham ocorrendo na cidade de Whelonn. Foram instruídos a procurar o clérigo de Silvanus, Orlenstar, no templo chamado God’s Grove, para obter melhores informações.

Fiona, Firtan e Ragnarok moravam nas imediações da Hermit’s Wood, próxima de Wheloon. Foram procurados por Orlenstar para auxiliarem nas investigações dos desaparecimentos.

O grupo se reuniu por acaso, nas ruas de Wheloon, após visitarem seus contatos iniciais na cidade. Verificaram que seus objetivos eram comuns e resolveram atuar em conjunto. Nascia, assim, o Círculo dos Oito.

A idéia inicial era ir direto ao Templo de Mystra, procurar o tal Tunaster sobre o qual Schalafra havia sido informado. Por sorte, ao passarem em frente à Taverna do Cão Caolho, depararam-se com um recado do próprio Tunaster, convocando pessoas que se julgassem corajosas, inteligente ou curiosas a resolver um enigma.

O contato com Tunaster foi breve, pois ele apenas relatou o que lhe havia ocorrido no Templo de Mystra, bem como suas idéias acerca da existência de um templo da Deusa em Cormyr. Foi oferecida a soma de 2000gp ao grupo (500 pagos adiantados e 1500 resgatáveis em qualquer Templo de Mystra, via nota promissória).

Decidiu-se, após, fazer uma visita a Mella, esposa de Amnic (o livreiro), um dos desaparecidos, conforme orientação de Orlenstar a Fiona. O grupo então descobriu que ela exaltava sempre o suposto amor de seu marido por ela, o que deixava claro uma certa insegurança de sua parte. Independente disso, encontraram marcas de na loja de livros. Ragnarok também encontrou um panfleto do Templo de Mystra, com uma anotação na caligrafia de Amnic: “Será que eles realmente têm a confiança sagrada de Mystra?”.

Após o registro como grupo de aventureiros e o agendamento de uma audiência com Lord Sarp para o dia 8 da primeira tenday, o grupo partiu em direção ao templo.

Lá chegando, abordaram diretamente o clérigo Shan Tar acerca dos desaparecimentos e do ataque a Tunaster. Shan Tar alegou desconhecimento e suas reações foram totalmente de acordo com o que se esperaria de um clérigo de Mystra.

Schalafra tentou forçar a passagem para a área interna do Templo e a luta começou. Shan Tar escapou invisível. O feiticeiro Kevrin foi cegado por uma magia de Firtam.

O barulho da luta alertou  outro clérigo, Fembrys, no interior do templo e, quando a porta foi aberta, ele e os guardas já estavam preparados. Nova luta, com vitória dos PCs, qu aprisionaram Fembrys e alguns guardas.

Um debate iniciou-se entre Fembrys e os membros do grupo, acerca dos métodos utilizados e a abusividade nessa utilização. Schalafra, Fiona e Tordek não se mostravam arrependidos e insistiram que estava agindo corretamente. Os demais, confusos, mostraram arrependimento e foram embora. Ragnarok jurou de morte qualquer um que matasse um inocente naquele templo.

No fim das contas, Fiona e Tordek permaneceram no templo com Fembrys amarrado. Schalafra retornou a Wheloon para buscar Tunaster e confrontar Fembrys.

 by Marco Campos