Sob a perspectiva de Trevor – o Paladino

Estava feito. A primeira etapa de nossa missão foi concluída. Conseguimos destruir o maléfico portal que traria mais recursos para a tropa inimiga. Foi sem dúvida uma espadada no ventre inimigo. Ventre de Bane. Mas ainda não terminamos nosso trabalho. Exitem mais dois lugares para atacar.

O lugar que iríamos agora acontecia um ritual para Shar, que estava impossibilitando meus companheiros de utilizarem suas habilidades mágicas corretamente. Ele acontecia em Grinding Gulf, em baixo de uma montanha. Não sabíamos ao certo o que era esse lugar, mas tinhámos idéia de sua localização. Destruímos as forças auxiliares de Bane, agora era a vez da queda das forças de Shaar.

O clima fora do Castelo Krag ainda continua perturbador. Fico preocupado com o bem estar dos meus companheiros, meus irmãos. Se eu pudesse passar minha resitencia para algum deles eu o faria sem pensar. Mesmo assim, agradeço a Torm pelo presente. Presente o qual me impõe a responsabilidade de destruir os malfeitores.

Nossa viagem foi breve. Dirigíamos em direção ao Grinding Gulf. Mesmo com o mau ao nosso redor, foi impossível não perceber a beleza do inverno. O céu de um azul incomparável contrastava com o branco que cobria todo a terra. É uma pena ter que manchar o branco com o sangue que irei derramar com minha espada, ainda mais sangue maléfico.

Ao chegarmos a montanha, encontramos a porta para a toca sinistra. Logo na primeira sala senti a presença do mau, o cheiro pútrido da decadência. Havia uma criatura monstruosa escondida nas sombras, que nos atacou. Ela devia ser banida, destruida. Corri em direção da vil criatura com minha espada em mãos, porem ela previu o meu ataque e conseguiu me agarrar. Forcei a minha fuga, mas a vil criatura era muito poderosa e me jogou garganta abaixo. Estava em uma situação terrível. O cheiro putrido das entranhas da criatura e seus musculos tentando me digerir impossibilitavam meus movimentos com a minha espada. Uma arma pequena poderia ter me ajudado. Mas eu não poderia morrer ali. Precisava resistir.

E meus irmãos não me falharam. Em poucos segundos vi a espada de Abu abrir a barriga da criatura e me resgatar de dentro. Glarundar, com seu grande coração e bondade, logo se prontificou para curar meus ferimentos e me limpar daquela gosma maléfica. Vil criatura.

Avançamos pelas catacumbas, fomos atacados por armaduras animadas mas sobrevivemos sem grandes dificuldades. Por fim encontramos o Grinding Gulf: centenas de pedras flutuantes se chocando em grande velocidade. Voar ou andar ali perto era morte na certa. Tínhamos que encontrar um caminho para descer aquele abismo. Foi quando fomos atacados por cima, por criaturas covardes que se escondiam em alturas e nos atacavam com bestas. Criaturas de tão covardes que não possuiam inteligência alguma. Inteligência era o que o nosso mago, Rytohis tinha de sobra. Com apenas algumas palavras, tentáculos surgiram e destruiram nossos inimigos que tiveram a própria covardia como sua maldição.

Por fim encontramos uma descida. Rytohis nos disse que estávamos a caminho de Underdark, um lugar corrupto e maléfico. E eu sentia, o ar gritava vilania. Apesar dos meus instintos me atentarem a querer adentrar naquele antro malígno e expurgar toda vilania daquele lugar, eu sabia que sozinho eu não conseguiria, e não podia colocar a minha responsabilidade sobre meus companheiros. Andamos algumas cavernas e fomos atacados por duas criaturas voadoras cheias de olhos. Tantos olhos, eles deviam ser observadores do mal. Naquele momento eu sabia que devia destrui-los. Corri em direção a uma das criaturas, convoquei a ira de Torm e suas forças para purificar Faerûn da existência fétida e corrompida do monstro. Torm estava de bom humor e me concedeu seu poder. Com o som de um trovão, ataquei o monstro que caiu morto em duas metades. A outra criatura, aterrorizada, fugiu e meus companheiros puderam destrui-la a distância.

Percebemos que estávamos entrando em um território por demais hostil e fora da nossa missão. Voltamos pegando todas as direitas, afinal os deuses abençoam aqueles que seguem pela esquerda.

Na volta, fomos então atacados pelos nossos reais inimigos: drows. Uma raça inteira devota da vilania, da maldade. Como a Tríade da Justiça podia conceber e permitir a existência tão uma sociedade tão corrupta? Foi uma batalha árdua, criaturas covardes que conjuravam a escuridão sobre seus inimigos. Um deles caiu pela fúria e destruição de Torm, os outros meus companheiros derrotaram.

Estávamos em frente da porta que nos guiaria para o ritual. Ao lembrarmos que nossa missão inicial era verificar apenas o possivel problema do comércio local. Encontramos inimigos zentarin, perdemos  contato com aliados como Exaurdon, soubemos da invasão a Shadowdale, e por fim descobrimos toda a vilania por trás de um simples acontecimento.

E vamos até o fim. E não me permitirei morrer antes que o mal tenha sido expurgado de Faerûn.

PELA GLÓRIA DE TORM!!!

- Trevor

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