Raças de Athas
No mundo de Athas as raças são diferentes das que conhecemos normalmente. Nada de elfos graciosos, halflings engraçadinhos ou fadinhas coloridas e aladas. As raças são como versões atrozes das descritas no livro de D&D. O mundo é selvagem e impiedoso, portanto as raças foram adaptadas para este ambiente. Na história de Athas, num passado distante houveram várias guerras que envolveram toda a região conhecida, chamadas de Guerras Purificadoras. O intuito dos grandes generais-profanadores que iniciaram essa guerra era limpar o mundo de quaisquer outras raças que não fossem humanas. Foi nesse período que o mundo se tornou desértico, com a livre utilização de magias profanadoras, e que várias raças foram aniquiladas. Havia um campeão com a missão de acabar com cada uma das raças, teve um responsável pela completa destruição dos gnomos, outro para trolls, pixies, orcs, etc.
No Darksun da Demonweb seremos old school, e qualquer raça inventada na quarta edição que não estiver muito bem inserida nas histórias de Athas ganhará um campeão para obliterá-la e apagá-la da existência. Não sei exatamente como virá a história descrita no novo Livro de Campanha de Darksun para a quarta edição, então Devas, Eladrins, Tieflings não fazem parte da história conhecida no Darksun da Demonweb.
Anão
Os anões de Darksun não tem pelos no corpo, muito pouco cabelo, e é costume raspar o cabelo completamente. São muito fortes e resistentes, com muita massa muscular. Os anões amam o trabalho físico, e sentem-se felizes quando há motivo para lutar ou trabalhar, algo que o permita entrar em atividades repetitivas por semanas, meses ou até mesmo anos de uma vez. Quando um anão se compromete com uma tarefa, ele somente irá deixá-la de lado após muita coerção e resmungos. A sensação de plenitude ao competar um desafio ou tarefa extensa é o seu principal objetivo.
Dray
Os dray são uma raça de dragonóides que surgiu como experimento de um antigo rei-feiticeiro, ele transformava humanos nesse povo, e eles ficaram reclusos por muito tempo abaixo das ruínas da cidade-estado de Giustenal, e recentemente começaram a surgir pela região. Na caixa básica os Dray não foram comentados, mas na expansão “City by the Silt Sea” (ainda do AD&D 2 ed.) eles são trazidos, e se encaixam perfeitamente na idéia dos Dragonborn da 4 ed. Portanto estou incluindo eles como raça jogável.
Elfo
As dunas e estepes de Athas são o lar de milhares de tribos de elfos nômades. Enquanto cada tribo é bem diferente culturalmente, os elfos tem suas similaridades: braços e pernas enormes, corredores, adeptos de roubos, saques e combate. Os elfos athasianos variam de 2.00 a 2.30 metros. Eles são magros, longilíneos, seus rostos são queimados pelo sol e a pele é sapecada pelas areias do deserto e pelo sol. Dentro de cada tribo de elfos eles se veem como irmãos, e todos os outros são inimigos em potencial. Não há unidade racial entre os elfos – até mesmo um elfo de outra tribo é visto como inimigo. É muito difícil que confiem em alguém. Eles não costumam usar montarias, suas corridas pelo deserto são impressionantes, chegando a cruzar 80 quilometros por dia durante mais de duas semanas seguidas.
Halfling
Vivem nas florestas de Athas, fisicamente são muito parecidos com os halflings de outros mundos, porém andam sempre com aspectos selvagens, com cabelos compridos e revoltosos, eles são bastante musculosos (nada de barriguinhas de cerveja). Eles respeitam muito a sua raça como um todo, se protegendo mesmo que não se conheçam. Sua tecnologia é bastante limitada, não utilizam magia arcana em suas tradições naturais, mas uma vez apresentados para ela podem desempenhar normalmente. Tem uma proximidade muito grande com as coisas da natureza. São temidos por outras raças por serem canibais.
Humano
Diversidade, fácil adaptabilidade são características comuns aos humanos. Em sua maioria são musculosos, mas se bem alimentados e com vida fácil, costumam ser obesos. Suas feições variam muito dependendo da cidade e região que moram, mas costumam ser parecidos com povos da áfrica, índia, arábia e os nativos americanos.
Meio-elfo
Medindo entre 1.80 e 2.00 metros, eles são altos, mas tem o porte físico de um humano. Muitos costumam viver sozinhos, pois não são aceitos por nenhum dos povos. É comum que eles sejam criados por halflings, anões, thri-kreens eremitas ou mesmo em suas tribos. Eles costumam estar bastante em contato com a natureza e os animais, tendo facilidade para lidar com animais selvagens.
Meio-gigante
É um indivíduo enorme, tendo mais de 3 metros de altura e chegando a pesar mais de setecentos quilos. Costumam ser estúpidos, sem muita personalidade, procurando imitar os indivíduos mais impressionantes que os rodeiam. Não se sabe como surgiram, se foram experimentos bizarros ou talvez alguma maldição, mas hoje são uma raça distinta. Que é bastante aceita como soldados de reis-feiticeiros.
Mul
Muito fortes, são mestiços de humanos e anões. Geralmente as suas mães morrem no parto, pois eles costumam nascer com mais de sete quilos. Continuam grandes e fortes até tornarem-se adultos, e são criados para serem escravos. São estéreis, e portanto, muito valiosos como escravos, seja para trabalho braçal, como gladiadores ou soldados. Eles tem a resistência e porte dos anões, mas o tamanho e adaptabilidade de humanos, então são verdadeiras máquinas, conseguindo trabalhar em atividades pesadas sem parar para dormir por mais de três dias. Não possuem nenhum pelo no corpo (nem cabelos), tem orelhas pequenas, porém pontudas e possuem quase zero de gordura corporal.
Thri-Kreen
Insetóides com cerca de 2.00 metros de altura, são preparados para viver no deserto, eles tem quatro braços e possuem um exoesqueleto duro de cor amarelo terra. Suas pernas são muito fortes, e os auxiliam a saltar, correr e andar. Eles tem a aparência de um Louva-a-Deus, e se organizam em sociedade como formigas ou abelhas, em comunidades, cada um com sua função e trabalhando para o bem de toda a comunidade. Após saírem de seus grupos esse pensamento continua, mas a comunidade passa a ser o núcleo de pessoas mais próximas dele (sejam thri-kreens ou não).
Existem outras raças em destaque o Pterran e o Aarakockra, que foram acrescentadas como raças jogáveis somente na segunda caixa básica do Darksun para AD&D. Eu não sei se elas estarão presentes no livro de Darksun para 4 ed. Portanto as deixarei de fora por enquanto. São povos que tem sua origem foram da região conhecida, e são extremamente raros nessa área.
Raças não-civilizadas de Athas
Esqueçam orcs, gnolls, kobolds, ogros e trolls… o Darksun está cheio de criaturas completamente diferentes da mitologia de fantasia medieval usual. Estes são apenas alguns exemplos, existem muitas outras.
Gigantes e Gigantes Beast-headed
Eles geralmente habitam as ilhas do mar de pó. Possuindo mais de 7 metros de altura, eles conseguem caminhar vagarosamente pelo mar de pó nos trechos em que a profundidade é mais rasa. Alguns deles possuem cabeças de animais, e são mais hostis que outros gigantes. Eles tratam humanóides como humanos tratam vermes.
Belgoi
Parecem humanos, mas tem garras no lugar de unhas, bocas desdentadas e pés com três dedos unidos por membranas. Eles habitam os desertos de Athas e gostam de carne de criaturas inteligentes.
Braxat
Eles são bípedes, tem carapaça como uma tataruga, a cabeça parece reptiliana e tem três chifres de tamanhos diferentes. Além disso podem falar como humanos, tem polegares opostos e tem sangue quente.
Anakore
Uma raça de humanóides estúpidos, com cabeças ossudas, adaptados para a vida no deserto, principalmente durante a noite. Sob a luz do dia eles são praticamente cegos, e costumam se enterrar nas dunas para descansar e se proteger.
Gith
São uma raça de humóides grotescos que parecem uma mistura de elfo com réptil. São extremamente magros e esguios. Suas mãos tem apenas três dedos e não tem polegar opositor. Alguns dizem que esta é a raça original que depois deu origem aos Githyanki e Githzerai.
Animais de Athas
Esqueçam os animais normais de nosso mundo, nada de coelhinhos peludos, zebrinhas listradas e oncinhas pintadas. Os animais do mundo de Athas são bizarros, exóticos, ou no mínimo versões mais perigosas das criaturas que estamos acostumados. Não existem cavalos, cachorros, camelos, elefantes, como montarias são utilizados os Kanks, Inix, Crodlus e Mekillots.
Erdlu
Parecem Avestruzes sem penas (possuem escamas moles) – são animais de rebanho, criados para alimentar com seus ovos e carne.
Kank
Insetos (parecem formigas gigantes), são utilizados como montaria e o mel que produzem ajuda na alimentação dos viajantes.
Mekillot
agartos gigantescos (cerca de 12 metros de comprimento), possuem uma carapaça dura que cobre o corpo e a cabeça. Psions controlam estas criaturas para que sirvam de animais de carga.
Inix
Lagarto com cerca de 6 metros de comprimento, calda grande e serve de montaria (é possível colocar um pequeno vagão sobre o seu dorso.
Crodlu
Parente maior e mais forte do Erdlu, é utilizado como montaria de guerra.
Hurrum
Besouros que emitem sons musicais
Critic
Lagartos Multicoloridos
Renk
Lesma que vive sobre o corpo de animais
Ock’n
Caracóis são utilizados como jóias e seu rastro serve como uma cola após secar
Kip
Espécie de tatu com seis patas
Z’tal
Um pequeno dinossauro (anda em duas patas e as patas anteriores são vestigiais)
Jankx
Mamíferos peludos com cerca de 30cm. São finos e compridos, com hábitos similares às toupeiras
Michel disse,
28 de abril de 2010 às 22:06
Eu estava pensando em jogar com um Pterran… mas como provavelmente não devem constar como raça para personagem, devo optar por um Dray (desde que eles realmente não sejam comuns) escravizado e utilizado como atração em algum circo (entenda-se gladiador).
Fábio Medeiros disse,
28 de abril de 2010 às 22:12
Você lembra alguma coisa da natureza do Pterran? Eu lembro que você já jogou com um. Se você preferir o Pterran, podemos criar a raça -utilizamos uma similar da 4 ed. e fazemos alterações para caracterização.
Michel disse,
06 de maio de 2010 às 21:13
Fabio, ainda tenho que ver se vou conseguir participar da campanha. Entrei em um grupo de Mage: the Awakening, aqui em Jaragua do Sul, e isso deve ocupar boa parte dos meus fins-de-semana. Mas so jogaria com um Pterran que se ja existisse a raca.
P.S.: Meu teclado roubou os acentos.
Rafael G.C. disse,
05 de maio de 2010 às 11:47
Ótimos artigos sobre Dark Sun. Sempre tive curiosidade de conhecer esse cenário!
Boa iniciativa e continue com o excelente trabalho.